sexta-feira, 16 de abril de 2010

Breve reflexão. Preconceito Étnico e machismo

Passados mais de 100 anos da abolição da escravatura no Brasil e outros 200 anos da Revolução Industrial iniciada na Inglaterra, que desenhou um início das liberdades civis às mulheres; o quadro que se apresenta ainda é de uma sociedade preconceituosa, eurocêntrista e fundamentalmente machista. Aos que ainda categoricamente negam os fatos, conspiram ou reproduzem os produtos ideológicos da opressão étnica e de gênero, segue um chamado a reflexão:

1) negros e não negros tem equiparação salarial no seu ambiente de trabalho?
2) mulheres e homens tem equiparação salarial no seu ambiente de trabalho?
3) Você tem um chefe ou uma chefa?
4) a escolaridade de negros e não negros no seu ambiente de trabalho é equivalente?

Por banal, a alguns, que se pense ser as questões colocadas; é aqui que reside ainda o açoite do senhor e a fogueira das bruxas; na sociedade do capital impedir o acesso a renda é a maior e mais perversa forma de manter o jugo da opressão. Aos que polemizam a política afirmativa das quotas precisam atentar aos fatos e refletir. É sim nas políticas compensatórias que a sociedade poderá, talvez, fazer movimentos de reparações históricas; senão diretamente, por óbvio, mas sim as gerações de hoje e do futuro, que convivem sobre esse jugo, ou viverão no futuro, bem próximo.

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