O vídeo a seguir e a disposição no You Tube relata a grande jogada da indústria farmacológica.
http://www.youtube.com/watch?v=5rXSxIx3-NU&feature=related
Não é somente de guerras que a economia mundial recupera suas perdas e aumenta seus lucros.
terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Não basta ser mulher, por Sofia Cavedon
A interdição das mulheres não terminou. Segue física, psicológica e culturalmente firme!
Se antes, era tão explícita que até constava em Lei, na interpretação dos credos religiosos, em regras ensinadas nas famílias e nas escolas, em pleno século XXI, segue praticada por formas mais sutis, travestidas de modernidade, porém igualmente brutais.
Só ver que há pouquíssimas mulheres nos espaços de poder, que ainda é crime tomar decisões sobre o próprio corpo, que os cuidados com a reprodução da vida é preponderantemente delas, acrescentando horas de trabalho ao trabalho fora de casa; que são mortas por que ousam libertar-se de pretensos proprietários!
Objeto de consumo, de vendas, de desejo, a liberdade sexual conquistada a duras penas virou uma mercadoria lucrativa, fortalecendo sua condição de objeto.
Cem anos de 8 de Março é para celebrar tantas mulheres que romperam as interdições, mas também para encorajar muitas outras!
E a coragem vem do conhecimento. A percepção dos grilhões, a desnaturalização da condição acontece na reflexão-ação. A práxis libertadora é difícil. Mais fácil é se adequar à ordem natural, atender expectativas, cumprir papéis, e encontrar alternativas para driblar a frustração, a dor, a falta de sentido.
Simone de Beauvoir refletiu e escreveu sobre a condição da mulher a partir de sua prática da filosofia, da investigação, da condição permanente de ensinar e aprender que escolheu para sua vida. Ao dizer a nova palavra, contestadora, desnaturalizadora, moveu esperanças, desejos e comprometeu-se com a luta por mudança. Exemplo disto, em 1971, ela assinava o Manifesto das 343 mulheres. Elas declaravam que na França, a cada ano, um milhão de mulheres realizavam aborto e, por serem proibidos e feitos clandestinamente, o que era um procedimento simples, tornava-se muito perigoso. Elas, que incluíam nomes como Catherine Deneuve e Marguerite Duras, afirmavam que já haviam feito aborto. Defendiam o direito à contracepção gratuita e ao aborto legal seguro. Causaram furor. Foram chamadas de “as 343 vagabundas”. No entanto, em 1974, o aborto foi legalizado na França.
O exemplo de um tema controverso como este, é para evidenciar que avanços impensáveis são conquistados se assumimos riscos.
Não basta ser mulher, é preciso rebelar-se!
Se antes, era tão explícita que até constava em Lei, na interpretação dos credos religiosos, em regras ensinadas nas famílias e nas escolas, em pleno século XXI, segue praticada por formas mais sutis, travestidas de modernidade, porém igualmente brutais.
Só ver que há pouquíssimas mulheres nos espaços de poder, que ainda é crime tomar decisões sobre o próprio corpo, que os cuidados com a reprodução da vida é preponderantemente delas, acrescentando horas de trabalho ao trabalho fora de casa; que são mortas por que ousam libertar-se de pretensos proprietários!
Objeto de consumo, de vendas, de desejo, a liberdade sexual conquistada a duras penas virou uma mercadoria lucrativa, fortalecendo sua condição de objeto.
Cem anos de 8 de Março é para celebrar tantas mulheres que romperam as interdições, mas também para encorajar muitas outras!
E a coragem vem do conhecimento. A percepção dos grilhões, a desnaturalização da condição acontece na reflexão-ação. A práxis libertadora é difícil. Mais fácil é se adequar à ordem natural, atender expectativas, cumprir papéis, e encontrar alternativas para driblar a frustração, a dor, a falta de sentido.
Simone de Beauvoir refletiu e escreveu sobre a condição da mulher a partir de sua prática da filosofia, da investigação, da condição permanente de ensinar e aprender que escolheu para sua vida. Ao dizer a nova palavra, contestadora, desnaturalizadora, moveu esperanças, desejos e comprometeu-se com a luta por mudança. Exemplo disto, em 1971, ela assinava o Manifesto das 343 mulheres. Elas declaravam que na França, a cada ano, um milhão de mulheres realizavam aborto e, por serem proibidos e feitos clandestinamente, o que era um procedimento simples, tornava-se muito perigoso. Elas, que incluíam nomes como Catherine Deneuve e Marguerite Duras, afirmavam que já haviam feito aborto. Defendiam o direito à contracepção gratuita e ao aborto legal seguro. Causaram furor. Foram chamadas de “as 343 vagabundas”. No entanto, em 1974, o aborto foi legalizado na França.
O exemplo de um tema controverso como este, é para evidenciar que avanços impensáveis são conquistados se assumimos riscos.
Não basta ser mulher, é preciso rebelar-se!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Sobre daqui a alguns anos...
Gosto muito da escrita de Marcos Rolim. Rolim produz cotidianamente reflexões para nossa sociedade; seus escritos são sagazes, contundentes e livres. No blog sugiro a leitura de sua página na internet; ler Rolim é um permitir-se, por si só.
No artigo "Daqui a alguns anos" Rolim insurgiu fortemente contra o Estado Cubano, que permitiu o suicídio político de Orlando Zapata Tamayo, que por 85 dias ficou sem se alimentar e, infelizmente, morreu. De outra parte condenou a atitude de Lula, que "lamentou" o episódio e que Lula deveria propor uma agenda de reformas políticas e econômicas. Disse que nem Lula, nem o PT estão dispostos a isso.
Rolim é demasiadamente bom no texto; claro, conciso e coerente com seu pensamento. Rolim ignorou nessa discussão, por concepção, a história Cuba x EUA; ignorou que desde antes da Emenda Platt, quando os Estados Unidos por força política e bélica ocupava Cuba (obrigou a constituição Cubana a tipificar o direito de invasão dos EUA) os Estados Unidos já tinha sua fúria hegemônica demonstrada. A maioria do povo Cubano se fez anti-capitalista; é muito evidente que Cuba é hoje o que é em função da necessidade histórica de autodeterminação de seu povo.
É verdade pessoas morrem injustamente e pelos encaminhamentos da política; pessoas morrem injustamente no sistema porque direito a saúde não é direito é, sim, privilégio; o índice de desenvolvimento humano é sobremaneira baixo na América Latina porque nossos jovens são levados a não estudar, mas sim a trabalhar, isto quando existe trabalho. Pessoas morrem injustamente pela guerra dos Estados Unidos no Iraque; pela guerra deles no afeganistão; pessoas morrem pela má distribuição de renda mundial.
Rolim espera que "daqui a alguns anos a injustiça, os privilégios, a incompetência, a corrupção, a violência, a censura, a perseguição e o medo tiverem se ido e quando o povo cubano puder reconstruir sua história, haverá muitas fotos de Lula e de muitos outros petistas com Fidel..."
De acordo, neste texto, com Rolim as mazelas da sociedade são culpa por demais de Cuba. As classes acabaram; basta a humanização do Estado, que por si as contradições econômicas e políticas serão resolvidas.
Mas independente, gosto mesmo, da escrita de Rolim; terminou falando em nosso silêncio e nossa vergonha; acredito de fato que tem espírito e vontade de mudanças.
No artigo "Daqui a alguns anos" Rolim insurgiu fortemente contra o Estado Cubano, que permitiu o suicídio político de Orlando Zapata Tamayo, que por 85 dias ficou sem se alimentar e, infelizmente, morreu. De outra parte condenou a atitude de Lula, que "lamentou" o episódio e que Lula deveria propor uma agenda de reformas políticas e econômicas. Disse que nem Lula, nem o PT estão dispostos a isso.
Rolim é demasiadamente bom no texto; claro, conciso e coerente com seu pensamento. Rolim ignorou nessa discussão, por concepção, a história Cuba x EUA; ignorou que desde antes da Emenda Platt, quando os Estados Unidos por força política e bélica ocupava Cuba (obrigou a constituição Cubana a tipificar o direito de invasão dos EUA) os Estados Unidos já tinha sua fúria hegemônica demonstrada. A maioria do povo Cubano se fez anti-capitalista; é muito evidente que Cuba é hoje o que é em função da necessidade histórica de autodeterminação de seu povo.
É verdade pessoas morrem injustamente e pelos encaminhamentos da política; pessoas morrem injustamente no sistema porque direito a saúde não é direito é, sim, privilégio; o índice de desenvolvimento humano é sobremaneira baixo na América Latina porque nossos jovens são levados a não estudar, mas sim a trabalhar, isto quando existe trabalho. Pessoas morrem injustamente pela guerra dos Estados Unidos no Iraque; pela guerra deles no afeganistão; pessoas morrem pela má distribuição de renda mundial.
Rolim espera que "daqui a alguns anos a injustiça, os privilégios, a incompetência, a corrupção, a violência, a censura, a perseguição e o medo tiverem se ido e quando o povo cubano puder reconstruir sua história, haverá muitas fotos de Lula e de muitos outros petistas com Fidel..."
De acordo, neste texto, com Rolim as mazelas da sociedade são culpa por demais de Cuba. As classes acabaram; basta a humanização do Estado, que por si as contradições econômicas e políticas serão resolvidas.
Mas independente, gosto mesmo, da escrita de Rolim; terminou falando em nosso silêncio e nossa vergonha; acredito de fato que tem espírito e vontade de mudanças.
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