segunda-feira, 17 de junho de 2013

Simulacro de democracia x democracia plebiscitária.

"O que as paredes pichadas têm prá me dizer
O que os muros sociais têm prá me contar
Porque aprendemos tão cedo a rezar
Porque tantas seitas têm, aqui seu lugar"

O Rappa.


As manifestações que tomaram as ruas no Brasil tem como eixo central a democracia no país. Mais que a democracia simulada, que a população, obrigatoriamente, é chamada de quatro em quatro anos para eleger pessoas. O ativismo social tem uma tese plebiscitaria de democracia; nela a população, livremente, sai as ruas e questiona temas, dogmas e pautas, que sim tem relevância no cotidiano das Cidades.

A resposta a uma pergunta: - por que o povo saiu as ruas? A democracia simulada está em Xeque.

Trata-se de um novo nível de questionamento; diferente daqueles advindos do fim ditadura; naquele momento o povo queria ser ouvido; hoje o povo quer decidir; influir.

Novos rumos; ou continuamos com a democracia nesse estagio, simulada; ou avançamos à plebiscitaria. As ruas decidiram o rumo da história.

ademocraciaemdebate.blogspot.com





sábado, 9 de março de 2013

Por que o quintal do vizinho é melhor que o meu? Reforma política e racismo institucional. (**)



A reforma política que tramita no "Congresso Nacional de alguns brasileiros" é de fato para alguns brasileiros. Faz uma disputa importante, classista, na discussão do financiamento público que busca equilíbrio na disputa dos votos; de outro lado o movimento feminista (que deve e tem homens também) faz uma disputa de força com o conservadorismo machista hegemônico nos partidos políticos e no conjunto da sociedade; o equilíbrio de gênero tem sido moeda de troca; pra uma reforma mais consistente ou mais amena.

No que tange avanços étnicos de um país com mais de 51% de sua população declarada de negros e pardos, pouco avança; hoje são 43 deputados, autodeclarados negros, de um total de 513; representando miseráveis 8% do total. Partidos das mais variadas matizes não enfrentam a questão; aliás um contraditório silêncio, uma vez que alguns (auto denominados de esquerda) apóiam cotas nas universidades e nos concursos públicos.

Não é atoa; os partidos são comandados sobremaneira por não negros (isso não é determinante, mas evidente que importa); numa sociedade de mais de 51% de negros e pardos, tranquilamente é um descenso a marca de 8% de deputados; os "representantes do povo". Os comandos partidários são de não negros que objetivamente pouco ou nenhum interesse tem na ascensão politica de negros e negras. O aumento da participação de negros nas instâncias partidárias dá outra estética e conteúdo nas discussões; partido político e direção política é poder; e desse poder o mundo monocromático não abre mão; para isso inventa um conjunto de teses e pseudos para justificar seu racismo institucional; da afirmação que em se tratando de partido não é bem assim; que isso seria a racialização do debate (como se os dados efetivos já não demonstrem isso); fora qualquer tese clássica do paradigma capitalismo x socialismo, que debilmente pensa encerrar o mundo das transformações sociológicas; num monolitismo atrasado e equivocado; entre outras teses clássicas vendendo uma teoria estanque e por aí vai a criatividade racista vigente. Ademais demonstra que nada tem de discussão e acúmulo teórico e prático na questão; se tem, e certamente pensam que tem, é uma visão equivocada, que nada interfere da disputa real necessária atual dos afrobrasileiros.

A defesa de uma reforma politica que contemple a participação efetiva da população negra (e tem os indígenas, que vale a analogia) altera a disputa política no Brasil; a grande verdade, que historicamente os partidos vem surfando numa boa onda; afinal esse apoio ocasional rende alguns votos (de 4 em 4 anos), quando os partidos saem de suas super-estruturas e invadem vilas, favelas, periferias e os guetos das cidades onde a população negra tem sido remetida historicamente; e muito por falta de políticas publicas, que seus "representantes" de hoje e de outrora deveriam atuar; mas não atuam; pior não atuam e não deixam os negros e negras atuarem; o racismo está estampado na ausência de negros em direções partidárias, em nominatas para os cargos eletivos e nas composições dos governos; no "Congresso Nacional de alguns brasileiros" fica a marca do racismo, que muitos dizem não existir no Brasil; aliás um racismo que opera na não Lei (na ausência de produção legislativa), na omissão de pessoas e instituições e tem sua força e o poder no silêncio. Por que afinal em nosso país não encontramos racistas, não é mesmo?

É um tipo assim: - participem e vivam na fazenda, mas na casa grande (os parlamentos e executivos do país) convenhamos é demais para vocês!

Não posso ser injusto; achei sim uma parte que trata da participação dos negros na reforma política; ela diz mais ou menos assim: "o fundo partidário será usado prioritariamente para estimular a participação dos negros na política."

Ora, mas quem disse que os negros e negras não participam da politica? Categoricamente participam; tanto na politica geral, como na partidária. Aliás são eles que ajudam com seus votos na eleição dos candidatos não negros, sempre prioritários dos partidos tradicionais, ou não é "casualmente" assim?

O que se diz, nesse sentido, que a reforma política que tramita no "Congresso Nacional de alguns brasileiros" é uma reforma dos não negros, para eles mesmos; afinal os negros continuarão nessa relação subalterna e aleijados da disputa dos rumos no país; tem sido assim no debate da titulação de terras de quilombolas, entre outros pontos; a tônica que "devemos reivindicar nossos direitos" está superada; esse debate é anacrônico, atrasado, conservador; os negros devem ter seus próprios representantes; com seu acúmulo e cultura política, que consigam materializar suas pautas em políticas publicas de inclusão (e não serão surfistas políticos, ou de ocasião que as farão); o debate que se apresenta, as fórmulas eurocentricas de disputa de poder, não dão conta do empoderamento de negras e negros no Brasil. Ou não é verdade? A reforma política dos não negros para os não negros não é prova cabal disso?

Aos que titubeiam, ainda; resta a afirmação categórica que a disputa de classe não encerra o debate de uma sociedade racista, machista e homofóbica; aos que margeiam e instrumentalizam essa discussão outra afirmação, que no Brasil não haverá transformação social (na concepção mais radical) sem os negros e negras.

Enfim esse debate não se encerra na reforma politica (tem mais), que os defensores de cotas étnicas em universidades e concursos públicos façam sua lição de casa e autocrítica; defendam cotas em suas direções partidárias e nominatas partidárias (proporcionais e majoritárias). Afinal, Por que o quintal do vizinho é melhor que o meu?


(**) revisado
Jeferson Henrique
ademocraciaemdebate.blogspot.com

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cotas, direito brasileiro e aprofundamento da luta: uma breve reflexão.

O sistema de cotas que a sociedade brasileira começa timidamente a enfrentar é o nó do desenvolvimento cultural e étnico no país; aproxima a educação, ciência e tecnologia das ditas, equivocadamente, "minorias" sociais; casualmente, também aqui, o equivoco do debate "racial". Ainda o argumento somos uma única raça; tem espaço e nao é pouco. Termos que confundem (minorias e raça) e muitas vezes levando a superficializacao do debate e, assim, margeando entre um discurso medíocre, equivocado, ou negligenciado e descolando uma discussão aprofundada e essencial no Brasil do racismo ou do etnicismo, se preferirem. Escurecendo: da subjugação moral e ética; material, economica e cultural de uma etnia sobre outra. Sem desfocar; aqui falamos do regime escravocrata imposto no mundo aos negros; e atualmente no Brasil falamos dos Afrodescententes. No caso das cotas étnicas/ dos Afrodescententes alguns comentários que importam sobremaneira do papel estratégico dessa política publica. Primeiro o reconhecimento, mero e simples, do direito civil indenizatório e reparatório consagrado no ordenamento jurídico brasileiro (patrimonialista e burguês), que privilegia o acumulo de bens e patrimônio. Explico: todo arcabouço legal brasileiro é alicerçado na "coisa/ bem", que por sua vez tem como desejo, ação e vontade a defesa e manutenção da "coisa/ bem". Foi assim no regime escravocrata e ainda é assim nos dias atuais. O código civil defende a "coisa", ou as "coisas". O nexo aqui é a indenização material (no tempo e no espaço da riqueza construída e não repartida) e moral (do sequestro, do rapto, da humilhação, do espancamento, tortura, escravização e morte; mesmo que de outrem, ou seja na ancestralidade). Ilustrando: a mesma concepção adotado pelos parentes dos mortos pela ditadura militar, no Brasil. Muito embora, que interessante, por razões do racismo institucional no Brasil, seja muito mais palatável aos racistas hegemônicos do país discutir esse tema de forma desconexa. Ainda sobre cotas e sua importância estratégica; no empoderamento; na busca da educação, da produção cientifica, da apropriação tecnológica; na renda e empregabilidade dos negros; ela avança, hoje, em dois campos na educação e na empregabilidade no funcionalismo publico. Portanto sem sombra de duvidas representa um movimento importante; uma vez que trabalha os pontos antes destacados. Educação, ciência e tecnologia, emprego e renda. Não é uma benesse evidentemente, mas sim uma conquista. E agora? As políticas afirmativas, sim, criam mecanismos de empoderamento e autonomização dos negros; o futuro, então, resta diferente? Sim porque inevitavelmente a reserva possibilitará um significativo avanço nas questões piramidais da sociologia brasileira; fato incontestável. Em qualquer espaço sociológico e de civilização o exercício do poder se dá e se deu através da política; na sua forma mais genérica, ou focada de poder; poder (esqueçam o espúrio!) é o produto e objeto fim da política. Toda discussão de reforma política e reforma eleitoral no sistema brasileiro não contempla em nada os negros no Brasil; ou seja estamos (negros e nao negros, que lutam por uma sociedade liberta de subjugações étnicas) de fora da disputa; observe, da disputa de reformar o poder no país e sermos contemplados num novo arranjo de disputa de poder. Resumindo: a disputa de poder, no Brasil, monopolizada pelos partidos políticos não tem previsão ideológica que contemple nossa pauta. Dos partidos mais progressistas aos mais conservadores, todos eles não debatem e anulam o "negro no poder". A prova concreta, que mesmo os partidos que impulsionam as cotas em universidades e concursos públicos; não tem cotas nas suas direções partidárias; nominatas parlamentares; e, após o poder conquistado, a cota na formulação das políticas públicas - salvo políticas especificas, que a verdade que debatem, mas também guetizam e sucumbem nas questões da politicas publicas transversais; talvez na atualidade mais estratégicas, que só o papel da agitação e propaganda da "negritude". O resultado é que negros, afrodescententes, não negros, que comungam de uma discussão, que abominam o racismo/ etnicismo enxergam (e é verdade) os partidos como uma grande fazenda; na qual não somos donos, não somos da casa grande e aqueles que entram nela, pra bem da verdade cumprem uma papel de lacaiagem, submissão, humilhação permanente; em suma uma variação de trabalhador/ escravidão contemporânea, que sejamos franco trata-se de mais uma investida dominadora, humilhadora, hegemonista da população de não negros racistas e etnicistas, que muitos orgulham-se de dizer: - eu não sou racista. Nesse sentido a luta negra, afrodescentente e de não negros ( insisto em ser categórico, aqui, nao posso deixar margem ao debate rasteiro, de sempre!) que comungam de uma sociedade não etnicista; devem de algum modo atentar pra essa questão: cotas nos partidos políticos, nas suas direções e nominatas; de forma que há pouca margem de manobras; política é poder; e poder em grande medida é monopólio dos partidos. Jeferson Henrique

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eleições, democracia e racismo institucional. Breve reflexão.

Eleições, democracia e racismo institucional. Breve reflexão. As eleições e nossa democracia tiveram amplos espaços de reflexões nas mídias e na população em geral. O descredito do sistema eleitoral vigente é visível, tanto pela classe política, quanto pela população. A reforma do sistema partidário brasileiro é apenas o mínimo para "uma vida" ao que restou de uma tentativa de democratização no Estado Brasileiro. Dessa forma, aqui, o foco é o racismo institucional, que está contido na organização sistêmica da democracia atual. No conceito: "É toda forma de ocorrência que coloca em uma situação de desigualdade um coletivo, neste caso, um coletivo étnico. Ele não difere dos outros tipos de racismo, mas ele acontece através das instituições, coisa que não estamos acostumados a perceber. Então o processo de desenvolvimento institucional privilegia determinado tipo de grupo étnico em detrimento de outros. O racismo institucional pode ser encontrado, por exemplo, na hora das contratações no mercado de trabalho ou quando o Estado deixa de eletrificar determinada comunidade rural, ribeirinha, e desenvolve a mesma eletrificação em uma outra comunidade étnica." Mário C. Crisóstomo. A essência do racismo é a mecânica, que através da força - concreta e subjetiva - se utiliza historicamente para separar e dominar classes, raças, povos e etnias. O racismo tem guarida na assertiva de que raças não existem; pois ignora que o "racismo" que falamos não é um debate meramente biológico.  De outra forma encontra morada no discurso que teoriza a inclusão dos negros pela arte, música, pela dança, pelo futebol. Cabe nas teses da importância histórica dos negros e negras no Brasil e no mundo. Enfim esconde-se em discursos enfadonhos, negligentes, herméticos e Racistas. Dessa forma, o racismo que falamos não termina num debate de cotas, ou não cotas; muito embora seja um eixo que estrutura um debate afirmativo. Segundo Michel Foucault, racismo é: “o meio de introduzir (…) um corte entre o que deve viver e o que deve morrer”. No contínuo biológico da espécie humana, o aparecimento das raças,a distinção das raças, a hierarquia das raça qualificação das raças, a distinção das raças, como boas, e de outras, ao contrário, como inferiores, tudo isso vai ser uma maneira de fragmentar esse campo do biológico de que o poder se incumbiu; uma maneira de defasar, no interior da população, uns grupos em relação aos outros. (…) o racismo faz justamente funcionar, faz atuar essa relação de tipo guerreiro –‘se você quer viver, é preciso que o outro morra – de uma maneira que é inteiramente nova e que, precisamente, é compatível com o exercício do biopoder”. Michel Foucault, Em defesa da sociedade, SP, Martins Fontes, 2002, p. 304-305. O autor segue ,“a especificidade do racismo moderno, o que faz sua especificidade, não está ligado a mentalidades, a ideologias, a mentiras do poder. Está ligado à técnica do poder, à tecnologia do poder” (idem,p. 309), isto é, ao biopoder enquanto um poder (estatal) de regulamentação que se exerce sobre populações e consiste em “fazer viver e deixar morrer”. http://www.circulopalmarino.org.br/2012/05/preconceito-racial-e-racismo-institucional-no-brasil-algumas-reflexoes/ Pois é no "fazer viver e deixar morrer" que reside o racismo institucional no sistema eleitoral brasileiro. Ora o debate central pós sequestro e diáspora da etnia negra é a busca da 1) identidade (seqüestrada); a inserção pós fim da escravidão no 2) mercado de trabalho e 3) a geração de renda. Tríade sem que impossível estabelecer a inserção autonoma, independente dos negros na institucionalizada brasileira. Vejamos que para ilustração "deixa-se viver" nos partidos políticos os que apresentam-se primeiramente mais viáveis eleitoralmente; muito embora esse deva ser um debate objetivo... Não é! Não é porque na teoria objetiva do racismo institucional os negros não figuram como os mais viáveis. Simples assim. O segundo fator é a estrutura que as candidaturas apresentam; aqui reside a afirmação: "os candidatos com maiores capacidade financeira, por obvio, devem ser prioridades". Certo? Errado. Novamente  o "fazer viver e deixar morrer" darwinismo dirão alguns. Errado novamente. O darwinismo é uma seleção natural em que os mais fortes sobrevivem. Aqui os mais fortes ganham vacinas, enquanto os mais fracos deixa-se morrer. Não há nessa lógica desconstrucão e luta ideológica pelo fim do racismo, mas sim a reprodução ideológica dele: o racismo. De outra forma enfrentando, talvez, a defesa de uns que de sorte negros brasileiros deveriam ter capacidade de, autonomamente, subsidiar igualitariamente sua capacidade de disputa eleitoral, certo? Errado novamente. Esse é um problema histórico, que aqueles que defendem cotas devem se observar melhor; ou tão somente resolver suas contradições; ficando no campo dos mais progressistas. Ora, se os pontos centrais de empoderamento da população negra passam pela estruturação e apropriação de sua identidade, trabalho e renda fica evidente por exposição o papel que as organizações políticas devem acolher no debate e combate ao racismo institucional. Evidente que para isso devam, primeiramente, entender o que é o racismo institucional, de sorte, que talvez tenham uma compreensão menos cartesiana e utilitarista da população negra na sociedade brasileira e, nesse sentido, o entendimento histórico do papel institucional das organizações que se pretendam não-racistas. Brevemente, portanto a afirmação de que as organizações políticas no sistema brasileiro devem deter-se na superação de seu racismo institucional. De outra forma, que brancos, negros e negras militantes das organizações políticas devem prioritariamente fomentar a superação ideológica racista dessas (de suas) organizações. Um grande abraço e força na luta!

domingo, 13 de maio de 2012

Novas Experiências de Gestão em Saúde no Brasil e o fazer política pública.

As Unidades de Pronto atendimento (UPA 24h) em Porto Alegre e outras frentes de inclusão social da população.
As Unidades de Pronto Atendimento - UPAS 24h - devem ser responsáveis pelos atendimentos de nível intermédiário na área da saúde. O objetivo é rapidamente, perto da sua casa, resolver urgências e emergências; dessa forma diminuindo, também, as filas nos hospitais e no HPS, por exemplo; é a saúde mais perto da tua casa, do teu bairro e na tua região.
As UPAS 24h funcionariam 24 horas por dia; nos sete dias da semana; e em locais estratégicos na cidade; fazendo assim a descentralização do atendimento aos moradores.
Na foto a UPA 24h de Florianópolis:

 









Podendo atender urgências e emergências como: pressão, febres altas, fraturas, cortes, infartos, derrames, entre outros. Elas podem oferecer: leitos de observação, eletrocardiografia, pediatria, exames laboratoriais, raio x e um conjunto de outras ações vitais para o pronto atendimento da população.
A interligação da urgência emergência pode e deve ser feita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, SAMU-192; dessa forma com agilidade, mobilidade e onde ser atendido a população pode ter uma tendimento digno e adequado.
Importante dizer, que toda essa estrutura deve ser de forma gratuita e pelo SUS, portanto atende qualquer cidadão indiscriminadamente.
Essa política publica de saúde existe desde 2003; é realizada pelo governo federal brasileiro em parceria com Estados e municípios.
Isso faz parte da Nova Política Nacional de Urgência e Emergência para reorganizar a rede de urgência e emergência no país.
Em Porto Alegre os governos municipais não conseguiram, infelizmente, atrair investimentos para a vinda desse equipamentos de forma que ainda não há unidades de UPA 24h. Oficialmente esse é o dado. Veja mais em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=36750. Detalhe, que se essa informação, se buscada no governo atual de Porto Alegre a resposta pode ser que sim há UPA´s em Porto Algre. Entre elas o governo municipal destaca suas unidades do Bairro Lomba do Pinheiro e outra no Bairro Vila Bom Jesus.


Outra questão, bem importante, que a participação popular de Porto Alegre fez e faz essa discussão; de forma que a região Partenon, por exemplo, aprovou e priorizou a construção de uma UPA 24h para o atendimento regional e macro regional na Cidade. Essa discussão popular foi amplamente discutida na Cidade; nos Conselhos Locais de Saúde, no Conselho Municipal de Saúde, no Orçamento Participativo, junto ao núcleo de governo municipal, entre outros. Essa interlocução, infelizmente, foi debilmente alterada pela gestão atual. Os levantamentos feitos indicavam a possibilidade e necessidade desse equipamento na região e macrorregião da Cidade, primeiramente por existir uma demanda; e de outro modo, também foi amplamente debatido e aprovado nas instancias de participação e democracia na Cidade. Porto Alegre não tem essa unidade hoje; talvez tenha futuramente; as informações indicam que não será acatada as discussões construídas de antes e, dessa forma esse equipamento se vier a existir será construído no eixo próximo ao Beira-Rio; talvez próximo ao Palácio de Polícia na Av. João Pessoas; essa medida vem para atender exigências da Copa de 2014, ou por deliberação da gestão mais precisamente.


Qual o problema? A unidade de pronto atendimento em Porto Alegre tem como foco prioritário o atendimento aos clientes da Copa de 2014; o mega negócio. Quer dizer; o famigerado legado da Copa de 2014 não contempla a parte da população mais humilde da Cidade e mais vulnerável; e mais: desobedece critérios técnicos e geopolíticos para um melhor atendimento em saúde; ou não é verdade que essa região já é o centro de equipamentos em saúde na Cidade. Resta a periferia ficar, sempre, mais periferia; e quando os periféricos estão no centro? Aí a gestão pública leva eles para a periferia; foi assim no caso da Vila Chocolatão, que foram higienizados socialmente por essa gestão.

O quadro a seguir dá uma dimensão da política de UPA´s no Brasil; nesse sentido algumas Cidades no país com Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) em funcionamento no país. Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=36750:

Curitiba/PR – Porte II
Curitiba/PR – Porte III (7 unidades)
TOTAL: 8 unidades

Rio de Janeiro/RJ – Porte III (13 unidades)
Rio de Janeiro/RJ – Porte II (2 unidades)
TOTAL: 15 unidades

Florianópolis/SC – Porte II
Florianópolis/SC – Porte II
TOTAL: 2

Nova Iguaçu/RJ – Porte III
Nova Iguaçu/RJ – Porte III
TOTAL: 2

Piracicaba/SP – Porte I
Piracicaba/SP – Porte II (2 unidades)
Piracicaba/SP – Porte III
TOTAL: 4 unidades

Belo Horizonte/MG – Porte II;
Belo Horizonte/MG – Porte III (4 unidades)
TOTAL: 5 unidades

Betim/MG – Porte I
Betim/MG – Porte II
Betim/MG – Porte III (2 unidades)
TOTAL: 4 unidades

Brasília/DF – Porte III
TOTAL: 1 unidades

Caruaru/PE – Porte III
Caruaru/PE – Porte III
TOTAL: 2 unidades

Campinas/SP – Porte III
Campinas/SP – Porte I
TOTAL: 2 unidades

Contagem /MG – Porte I (3 unidades)
Contagem /MG – Porte II
Contagem /MG – Porte III
TOTAL: 5 unidades

Mossoró/RN – Porte II
Mossoró/RN – Porte I
TOTAL: 2 unidades

Palmas Norte/TO – Porte II
Palmas Sul/TO – Porte II
TOTAL: 2 unidades

Recife/PE – Porte I
Recife/PE – Porte III (4 unidades)
TOTAL: 5 unidades

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Reflexões da democracia pós Lula.

A eleição de Lula, no Brasil, mudou muita coisa. Vou voltar nisso mais adiante; vamos falando de outra questão agora. Na universidade, Pelos bancos da faculdade de Direito comentávamos muito sobre a sociologia da Leis; que por melhores que sejam, tanto as punitivas, as meramente regratórias de condutas, de fisco, ou qualquer delas, advém depois da coisa em si, ou seja "do fato" concreto; é o fato concreto qualquer que seja, que futuramente, talvez vire Lei; chamamos isso de tipificação. Gente essa é uma ilustração, sem maiores compromissos científicos acadêmicos; quero dizer que resumidamente primeiro vem os problemas e depois as Leis; motivadas por um clamor de solução de coisa ou fato, que dessa forma solicita ao poder de Estado uma resposta, que organize, coletivamente, a vida em sociedade. Voltando a eleição de Lula como disse ela mudou muita coisa; Primeiro que a força hegemônica política mudou; segundo que essa construção advém de um novo arranjo político no país; terceiro que essa força hegemônica é poderosa e, nesse sentido, reorganiza a vida da superestrutura da República. Nessa superestrutura estão os partidos políticos. Isso não quer dizer que os partidos devam mudar; mas é bem verdade que precisam, como atores políticos, saber atuar; e atuar não é um termo somente do teatro, dos cinemas, ou mesmo da ficção. É o termo que indica o papel dos partidos políticos na República, desde a revolução francesa. O acúmulo político das esquerdas, e aqui de setores ligados a Lula, implantou um projeto, que é bem verdade não se esgota, ou até mesmo esgotará nos governos; por exemplo a unidade nacional e, concretamente, um status de República ao Brasil(de fato e não no papel) é central nessa discussão, pois somente esse fato por si só coloca a política noutro patamar e noutra dimensão do "fazer" política no Brasil. Melhor dizendo: a hegemonia coordenada pelo Ninho Tucano era servil e submissa aos interesses estrangeiros. José Alencar, o bom velhinho, não foi somente um vice legal; expressou um repactuamento com o capital produtivo brasileiro. O "Fora FMI" perdeu força; alias as urnas confirmam esse dado. Mas não foi somente esse ativismo militante e ideológico que definhou; há outros setores, inclusive na auto proclamada esquerda que Perde-se gradualmente; fundamentalmente os setores mais sectários, Anti aliancistas; fosse esse setor vitorioso em suas teses Lula/ Dilma não estariam implementando uma política nacional, de inclusão, republicana, com problemas é verdade, mas sem medo de dizer o nosso "sim, nós podemos!" É esse setor que manequeistamente afastou e afasta a possibilidade de um bloco mais a esquerda em Porto Alegre, por exemplo; é esse setor que é contra as alianças de Lula/ Dilma, que podemos numerar problemas é verdade, mas os números da qualidade de vida da população faz as antigas teses se indagar; afinal qual meu papel na história? Será meu papel confundir a população com subterfúgios, inclusive do jornalismo decadente, mentiroso, ditador, espúrio? Afinal iremos debater um projeto? Comparar os avanços de Lula/ Dilma e a gênese desse projeto generoso a nação. Avaliar, mais que isso fazer balanço, de verdade. Voltando as Leis; não são elas, por si só, pra bem da verdade que mudam a sociedade; é nossa capacidade de mudar as condutas e fatos futuros que mudam a vida. Na política também; Lula provou isso. Aos críticos de Lula o comparativo; aos incrédulos o ostracismo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Forum Social Temático Inicia, hoje.

O Fórum Social Temático inicia hoje. Marcha de abertura;  debates, shows culturais, enfim um conjunto pulsante de atividades. Leia mais e veja a sua em:  http://www.fstematico2012.org.br/. Algumas sugestões na grade:

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Políticas Públicas. As vezes falta.

As vezes faltam recursos financeiros para viabilizar as políticas de Estado e de governo. Outras tantas vezes faltam conceitos que possibilitem eficiência e eficácia nas políticas públicas. As vezes falta capacidade de diálogo. As vezes faltam quadros capacitados para implementarem determinadas ações. As vezes falta comprometimento com a coisa pública. A ação política traduz mais que desejos e subjetividades. Fico por aqui; porque as vezes faltam frases para explicar o que acontece para além das ideologias.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Função Social da Propriedade

Estaremos, em breve, postando matéria, que discutirá a função social da propriedade; tendo como pano de fundo e referência a matéria recente no blog, http://amovitapoa.blogspot.com/. Nesse sentido estaremos coletando as multiplas visões: Vontobel, Governo do Estado, Imobiliária Condosul, Amovita, Ministério Público, entre outros. Aguarde.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Por Políticas Públicas na área da Saúde || Unidades de Pronto atendimento (UPA 24h)

As UPAS 24h devem ser responsáveis pelos atendimentos de nível intermédiário na área da saúde. O objetivo é diminuir as filas no pronto-socorro central de Porto Alegre, evitando que casos que possam ser resolvidos no seu bairro e na sua região; dessa forma os moradores terão um atendimento mais rápido e ágil e não seriam encaminhados ao pronto-socorro central da cidade.
As UPAS 24h funcionariam 24 horas por dia; nos sete dias da semana; e em locais estratégicos na cidade; fazendo assim a descentralização do atendimento aos moradores. Podendo atender urgências e emergências como: pressão, febres altas, fraturas, cortes, infartos, derrames, entre outros. Elas podem oferecer: leitos de observação, eletrocardiografia, pediatria, exames laboratoriais, raio x e um conjunto de outras ações vitais para o pronto atendimento da população. A interligação da urgência emergência pode e deve ser feita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, SAMU-192; dessa forma com agilidade, mobilidade e onde ser atendido a população pode ter uma tendimento digno e adequado

Importante dizer, que toda essa estrutura de forma gratuita e pelo SUS, portanto atende qualquer cidadão indiscriminadamente.

O governo federal lançou em 2003, essa Nova Política Nacional de Urgência e Emergência para reorganizar a rede de urgência e emergência no país. Infelizmente a Gestão Pública em nossa cidade tem dado pouca, ou insuficiente atenção a questão saúde.

Precisamos de Novas Ideias e atitude de governo. Enquanto um cidadão, em nossa Cidade, não puder ter um atendimento digno e adequado; estaremos com essa bandeira, bem erguida! De nada adianta toda essa tecnologia e o povo não tem acesso. O governo deve, ele pode e tem maneiras de resolver problemas históricos nessa área que é tão triste em nossa Cidade. Vamos às Novas Ideias!