segunda-feira, 7 de maio de 2012

Reflexões da democracia pós Lula.

A eleição de Lula, no Brasil, mudou muita coisa. Vou voltar nisso mais adiante; vamos falando de outra questão agora. Na universidade, Pelos bancos da faculdade de Direito comentávamos muito sobre a sociologia da Leis; que por melhores que sejam, tanto as punitivas, as meramente regratórias de condutas, de fisco, ou qualquer delas, advém depois da coisa em si, ou seja "do fato" concreto; é o fato concreto qualquer que seja, que futuramente, talvez vire Lei; chamamos isso de tipificação. Gente essa é uma ilustração, sem maiores compromissos científicos acadêmicos; quero dizer que resumidamente primeiro vem os problemas e depois as Leis; motivadas por um clamor de solução de coisa ou fato, que dessa forma solicita ao poder de Estado uma resposta, que organize, coletivamente, a vida em sociedade. Voltando a eleição de Lula como disse ela mudou muita coisa; Primeiro que a força hegemônica política mudou; segundo que essa construção advém de um novo arranjo político no país; terceiro que essa força hegemônica é poderosa e, nesse sentido, reorganiza a vida da superestrutura da República. Nessa superestrutura estão os partidos políticos. Isso não quer dizer que os partidos devam mudar; mas é bem verdade que precisam, como atores políticos, saber atuar; e atuar não é um termo somente do teatro, dos cinemas, ou mesmo da ficção. É o termo que indica o papel dos partidos políticos na República, desde a revolução francesa. O acúmulo político das esquerdas, e aqui de setores ligados a Lula, implantou um projeto, que é bem verdade não se esgota, ou até mesmo esgotará nos governos; por exemplo a unidade nacional e, concretamente, um status de República ao Brasil(de fato e não no papel) é central nessa discussão, pois somente esse fato por si só coloca a política noutro patamar e noutra dimensão do "fazer" política no Brasil. Melhor dizendo: a hegemonia coordenada pelo Ninho Tucano era servil e submissa aos interesses estrangeiros. José Alencar, o bom velhinho, não foi somente um vice legal; expressou um repactuamento com o capital produtivo brasileiro. O "Fora FMI" perdeu força; alias as urnas confirmam esse dado. Mas não foi somente esse ativismo militante e ideológico que definhou; há outros setores, inclusive na auto proclamada esquerda que Perde-se gradualmente; fundamentalmente os setores mais sectários, Anti aliancistas; fosse esse setor vitorioso em suas teses Lula/ Dilma não estariam implementando uma política nacional, de inclusão, republicana, com problemas é verdade, mas sem medo de dizer o nosso "sim, nós podemos!" É esse setor que manequeistamente afastou e afasta a possibilidade de um bloco mais a esquerda em Porto Alegre, por exemplo; é esse setor que é contra as alianças de Lula/ Dilma, que podemos numerar problemas é verdade, mas os números da qualidade de vida da população faz as antigas teses se indagar; afinal qual meu papel na história? Será meu papel confundir a população com subterfúgios, inclusive do jornalismo decadente, mentiroso, ditador, espúrio? Afinal iremos debater um projeto? Comparar os avanços de Lula/ Dilma e a gênese desse projeto generoso a nação. Avaliar, mais que isso fazer balanço, de verdade. Voltando as Leis; não são elas, por si só, pra bem da verdade que mudam a sociedade; é nossa capacidade de mudar as condutas e fatos futuros que mudam a vida. Na política também; Lula provou isso. Aos críticos de Lula o comparativo; aos incrédulos o ostracismo.

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